Sucesso nos anos 80, Dudu França leva o nome de Ilhabela à final do The Voice+

Sucesso nos anos 80, Dudu França leva o nome de Ilhabela à final do The Voice+

Aos 70 anos, cantor avalia sua trajetória no reality musical, fala da relação com a técnica Ludmilla e celebra a oportunidade de reviver o sucesso que fez no passado


Sucesso na década de 80 com canções como “Grilo na Cuca” e um dos maiores produtores de jingles do país, o cantor Dudu França tem levado o nome de Ilhabela nas apresentações do The Voice+, reality de música exibido aos domingos na Rede Globo. Ele integra o time da cantora Ludmilla na disputa. 

Dudu França e Wilson Simonal, no programa de TV que Dudu apresentou no SBT — Foto: Reprodução/Instagram

Durante as apresentações, Dudu França sempre frisa que se divide entre a capital e o arquipélago de Ilhabela, onde tem casa. Nos anos 80, ele participou de diversos programas de sucesso e fez shows por todo o pais.

Ele surpreendeu muita gente ao aparecer todo na beca cantando “Fly Me To The Moon”, sucesso de Frank Sinatra, nas Audições às Cegas do The Voice +. Isso porque Dudu França já era um rosto conhecido do público, por ter experimentado a fama na década de 70, após estourar em todo o país com a música “Grilo na Cuca”. Hoje com 70 anos, ele celebra o fato de ser um dos finalistas do reality, representando o Time Ludmilla. Em um papo com o Gshow, o cantor fala do atual momento de sua carreira e das transformações que vêm acontecendo em sua vida após a reaparição na TV.

Minha vida sempre se definiu por desafios. Nunca pensei em participar do ‘The Voice +’ por ter sido uma pessoa conhecida no passado, quis entrar como um candidato comum. Ali, mostramos o nosso talento e me sinto em iguais condições com os demais – que, aliás, são ótimos e vêm valorizar ainda mais a possível vitória de cada um de nós.”

Nesta semana, sua filha Laís França, em uma publicação nas redes sociais, falou da importância do The Voice+ para seu pai. “Olha a carinha dele de felicidade! Sabe porque ele tá sorrindo? Porque ele é finalista do The Voice+ e tá tendo a chance, aos 70 anos, de retomar a carreira dele como cantor. O profissional de toda e qualquer área já vem com um prazo de validade. Meu pai nunca desistiu, mesmo quando o mundo desistiu dele. Ele sempre falava ‘eu quero continuar cantando. Eu ainda tô jovem, eu preciso e quero continuar trabalhando”, enfatizou.

Dudu garante que está levando a disputa muito a sério: “O ‘The Voice +’ representa tudo para mim nesse momento, me dedico integralmente. Não é nem 100%, acho que são 150% da minha vida para a realização desse sonho. Os sonhos não envelhecem, e por isso estou aqui”, diz, apontando as diferenças que vê entre o artista que foi no passado e o que é atualmente. “Hoje, sou mais amadurecido em todos os sentidos. Posso oferecer um trabalho mais elaborado, por essa experiência que a vida me deu”, reflete.

E a volta à TV já começou a proporcionar as primeiras transformações em seu dia a dia. “Desde que apareci nas Audições às Cegas, minha vida tem tomado um rumo diferente. Não tanto por causa da popularidade, porque não tenho saído na rua para me resguardar da Covid-19. Mas, é claro, em pequenas saídas, dentro do carro mesmo, as pessoas começam a te reconhecer e isso é um bom sinal. A repercussão tem sido fantástica, principalmente nas redes sociais. As pessoas estão me acrescentando muito nessa fase da minha vida”, comemora.

Por falar nas Audições às Cegas, o cantor destaca que esta foi a etapa mais emocionante que viveu em sua trajetória no reality. “O momento mais marcante é a virada das cadeiras. Ali, temos contato com os técnicos e é uma decisão muito difícil de tomar”, conta ele, que escolheu integrar o time de Ludmilla, a técnica mais nova entre os quatro e estreante no programa.

Acredito muito nos jovens e a Ludmilla, como uma jovem empreendedora, é responsável pelo sucesso maravilhoso que está fazendo. Ela é uma pessoa de garra, além de ser uma cantora espetacular.”

Dudu lamenta o fato de não ter tido a chance de conviver mais com a técnica, por conta de todas as restrições impostas pela pandemia, mas não poupa elogios à cantora. “Teria sido fantástico se não houvesse o problema da Covid-19 e pudéssemos nos encontrar pessoalmente, mas todos os nossos encontros são virtuais. Ela está sempre acompanhando e me recebendo com um sorriso e uma cara de quem gostou muito da minha presença no time dela. Tem até um post da mãe dela na hora em que a escolhi dando o maior grito, a maior força. Muito obrigado, Ludmilla e família!”

Ainda extasiado com o momento em que foi anunciado como um dos finalistas do programa – “Saí do palco com o coração disparado” –, Dudu acredita que, mesmo que não fique com o grande prêmio, toda a experiência valeu a pena. “Se não for o vencedor, já acho que terei cumprido uma missão fantástica, por essa oportunidade de visualização que estamos tendo no programa, que é o mais importante”.

Mas engana-se quem pensa que ele não lutará, com todo o seu talento, pelo primeiro lugar. “A essa altura do campeonato, não penso nem na possibilidade de não ganhar. Sempre digo: ‘Eu sonho muito!’, e os meus sonhos são de ganhar. O capítulo que estou lendo desse livro do sucesso é ‘Ganhar, Ganhar e Ganhar'”, garante. Ele aproveita para pedir o apoio da torcida na grande final, lembrando que seu aniversário de 71 anos será uma semana após o fim da temporada. 

Seria muito bom receber esse presente de aniversário que é ganhar o ‘The Voice +’. Peço a vocês que me apoiem, votem e me ajudem a atingir esse objetivo.”

No próximo domingo (4/4), às 14h20, será a vai ser a grande final e quem vai escolher o vencedor é o público. A votação vai acontecer durante o tempo do programa pelo site da Globo.