Uma história de fé, amor e dedicação ao próximo: conheça Vanessa Obermüller

Uma história de fé, amor e dedicação ao próximo: conheça Vanessa Obermüller

Uma história de fé, amor e dedicação ao próximo. Esta tem sido a vida da pastora Vanessa Obermüller, que veio para Ilhabela através de uma proposta de trabalho para o seu marido, Raiko, que é da área de Hotelaria. Logo de início se encantou pelo arquipélago e aqui criaram raízes. Hoje, os dois líderes estão à frente da igreja Bola de Neve Ilhabela.

“Mais do que se apaixonar pelo lugar que é lindo, em Ilhabela, você se apaixona pelas pessoas, pela história, e quando você se apaixona você quer fazer a diferença junto com elas e assim tem sido aqui”.

A pastora é autora do livro “Mas… Deus é bomr” onde compartilha a experiência de fé que teve em um dos momentos mais difíceis de sua vida, a morte do seu filho Sebastian, aos 5 anos, depois de três anos e meio de tratamento contra um tumor maligno na glândula suprarrenal, que faz parte do sistema endócrino.

“O Sebastian tem uma participação num processo de valorizar ainda mais a família e fazer da sua vida muito mais relevante. Viver pensando não só no hoje e isso é muito importante”.

Na sua atuação social, Vanessa trabalha junto à igreja para auxiliar diversas famílias carentes na cidade, inclusive nas comunidades tradicionais, de forma não só assistencial, mas sim com um trabalho multidisciplinar.

“O mais importante é fortalecer a família. Se a gente fortalece a família, as dificuldades são minimizadas. A base não é só levar a cesta básica e sim oferecer um suporte maior. Nós cadastramos as famílias, trabalhamos com as crianças, fazemos reformas, melhoramos quando necessário a infraestrutura dessas pessoas. Trabalhamos com várias frentes para auxiliar essas pessoas carentes”.

De acordo com Vanessa, a crise de valores é um dos principais elos de fraqueza na sociedade, com a família sendo destruída. “Tudo que podemos fazer para estruturar a família, protegendo as crianças, o ônus lá na frente diminui”.

Vanessa tem forte atuação também na cidade com os jovens. Segundo ela, muitas pessoas têm dificuldade para lidar com seus conflitos. Os adolescentes, principalmente, muitas vezes não conseguem expressar suas insatisfações e buscam meios de externar aquilo de forma muitas vezes agressiva com o próprio corpo, por exemplo, com pequenas mutilações. “Nós nos aproximamos a esses jovens com soluções que eles possam falar sobre sua dor, a procurar outros mecanismos de lidar com sua dor e a gente vai ajudando, dando condições e ferramentas para encontrarem o seu verdadeiro propósito”.

Outro laço de trabalho, idealizado por Vanessa, é com as mulheres que sofrem muitas vezes com relações abusivas. “Hoje as mulheres estão falando mais, mesmo assim o número de mulheres que sofrem caladas é muito alto. Quando essas mulheres chegam para nós, trabalhamos o emocional que está destruído, mas ajudamos também para que se reencontrem no seu valor e dignidade. Fazemos oficinas para que elas possam aprender a ter uma fonte de renda alternativa. Nosso papel é dar essas condições e trabalhar junto ao órgão público para cuidar delas nesse sentido”.

Vanessa conta que o sentimento em relação ao trabalho executado na cidade ajudando famílias e dando uma base para as famílias é de muita gratidão. “O sentimento que eu tenho é que essas ações me fazem alguém melhor. Quando eu vejo um adolescente voltando a olhar de outra forma para os pais, disposto a semear o que não recebeu, quando eu vejo um casamento com um cara que adulterou com um monte de gente restaurando seu casamento, eu vejo que isso tem um valor inestimável, chegar em casa e ouvir dos teus filhos: eu tenho orgulho de você”.