Espetáculo “Zezinho na Palhaçolândia” chega em Ilhabela com apresentação em comunidades tradicionais

<strong>Espetáculo “Zezinho na Palhaçolândia” chega em Ilhabela com apresentação em comunidades tradicionais</strong>

Após sucesso em São Sebastião e Caraguatatuba, o público ilhéu poderá conhecer a história do menino que sonhou em ser palhaço

A circulação do “Zezinho na Palhaçolândia” pelo litoral norte paulista desembarca em Ilhabela, com primeira apresentação na comunidade tradicional da Serraria, no próximo sábado (30/4), às 16h, próximo a escola. Além de chegar ao local que é acessível por barcos, a Cia. O Castelo das Artes também estará no dia 5 de maio (quinta-feira) no bairro Itaquanduba, na escola municipal Profª Ophélia Reale Montanhesi, e no dia 7 de maio (sábado), na comunidade tradicional do Bonete. O espetáculo foi sucesso de público em São Sebastião e Caraguatatuba e, segundo os artistas caiçaras, agora também está sendo a realização de um sonho de ter condições de chegar nestes territórios mais isolados.

A apresentação é realizada pelo diretor, dramaturgo, ator e palhaço Henrique Cardim, por meio do Ministério do Turismo, através do Prêmio por Histórico de Realização em Teatro do Programa de Ação Cultural (ProAC LAB), do Governo do Estado de São Paulo, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa. No arquipélago, o projeto conta com apoio da Prefeitura de Ilhabela, por meio da Secretaria de Educação e da Fundação Arte e Cultura de Ilhabela (Fundaci). 

O Espetáculo

A apresentação conta a história do menino Zezinho que, após pensar em diversas profissões, decide se tornar um palhaço. Durante esta busca, ele pede ajuda das crianças da plateia para tornar esse sonho realidade. Nesta trajetória, a peça se transforma em um pequeno “show”, que inclui malabarismos e palhaçarias. 

Este espetáculo já circulou por diversas creches, entre outras unidades de educação infantil, e espaços culturais. Agora, ao completar 10 anos de atividades, traz uma novidade, que é uma trilha sonora ao vivo tocada de forma divertida em uma bateria construída com materiais reciclados. Na cena, enquanto Mário Farias, como “Marinho”, traz o ritmo na “Treco-Treco Music”, Henrique Cardim da vida a Zezinho. 

Cardim explica que poder levar alegria às crianças é o que faz a vida valer a pena e poder chegar com arte em locais que ainda mantém vivas e fortes tantas tradições caiçaras aquece o coração, principalmente após períodos tão difíceis e em um ano que a Cia. O Castelo das Artes completa 18 anos de existência no litoral norte paulista. “Não vejo a hora de ver o sorriso e os olhos brilhando daquelas crianças durante o espetáculo. É uma honra ter sido selecionado no ProAC para este projeto e uma gratidão imensa a todos da Fundaci e da Seduc de Ilhabela por nos acolherem tão bem”, destaca o artista. 

Circulação no Litoral

Durante a circulação das nove apresentações gratuitas e com classificação livre, que iniciou em fevereiro, o espetáculo já esteve nos bairros Jaraguá, Sertão do Piavu e Itatinga, em São Sebastião. Já em Caraguá, nos bairros Tinga, Pegorelli, e Perequê-Mirim, onde obteve boa recepção do público. 

A moradora do Pegorelli há 20 anos, Deise dos Santos, conta que foi como uma “viagem no tempo”. “Eu me senti criança, brinquei, participei. Esse espetáculo nos faz esquecer um pouco do mundo lá fora e lembrar o como é bom ser criança. Eu me emocionei quando ele fala que todos nós cresceremos”, relata.  

Para Eduarda, moradora do Tinga há mais de 12 anos, é uma ótima atração para as crianças. “Que tenha mais e mais, pois incentiva bastante as crianças e ainda passa uma mensagem para nós, pais, que as crianças são o nosso futuro e que temos que buscar sempre construir um mundo melhor para elas. Foi muito lindo”, afirma. 

Já Robson Nascimento, vice-diretor do Cide Tinga, em Caraguatatuba, explica que é muito importante a circulação de espetáculos em espaços públicos. “O público ter acesso a um teatro como este, que mostra a construção do palhaço, desde a ideia de alguém querer ser, até a parte física mesmo, faz a gente voltar ao mundo da fantasia e entender um pouco do que é a árdua vida de um palhaço. Eu gosto da ideia do palhaço Zezinho que traz que – além de ‘ganhar o pão’ – pode-se ter um ganho emocional, que – além de manter-se – pode curar almas, o que traz para as crianças novas possibilidades”, conclui o docente.  

Mais informações pelo (12) 98232.6922 ou castelodasartes@hotmail.com.brwww.ocastelodasartes.com e O Castelo das Artes nas redes sociais. 

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